Tudo transcorreu normalmente com a gestação de Thalita Azevedo até o quinto mês, quando, em uma ultrassonografia, foi identificada uma quantidade de líquido no cérebro da pequena Ana Liz. No mês seguinte, com o aumento da quantidade de líquido e o diagnóstico de hidrocefalia, a conduta da equipe mudou e a mãe foi orientada a interromper a gestação, que seria “inviável”. A família residia em Londres (Inglaterra) em 2018.
Assustados com o encaminhamento sugerido, os pais decidiram buscar orientação no Brasil junto a um familiar médico, que concluiu que a saída seria a gestante vir para o país para tentar salvar a vida de Ana Liz. Mesmo com 34 semanas de gestação e diagnosticada com trombocitopenia, Thalita embarcou para Londrina.
Ao chegar, foi atendida por uma ginecologista obstetra que a encaminhou para a neuropediatra Dra. Daniela Godoy e para o neurocirurgião Dr. Carlos Zicarelli, ambos da Clínica N3, que passaram a acompanhar o caso de perto. Às 37 semanas, observando que a quantidade de líquido havia aumentado, encaminharam a mãe para um parto cesárea. No dia seguinte ao nascimento, a bebê passou por uma cirurgia de derivação ventrículo-peritoneal, na qual uma válvula desvia o líquido excedente do cérebro para o abdômen.
“Foi uma cirurgia sem intercorrência e com excelente resultado”, recorda o neurocirurgião. Em uma semana, Ana Liz recebeu alta hospitalar e, após dois meses de acompanhamento, pôde retornar para o seu país. Hoje, com 4 anos, a menina é muito ativa e tem bom desenvolvimento em todas as áreas. “Eu só tenho a agradecer à Dra. Dani e ao doutor Zicarelli, pois foram meus anjos”, frisa a mãe.