É possível manter a mente ativa e o cérebro produtivo, livre de doenças neurodegenerativas, mesmo com o avançar da idade? Há alguns anos havia uma teoria de que o ser humano nascia com um número definitivo de neurônios que se perderiam ao longo da vida. No entanto, estudos recentes mostram que isso não é mais uma verdade, pois existem substâncias que o cérebro produz para se manter sempre vivo.
Exercícios físicos praticados regularmente, aliados a um estilo de vida saudável (alimentação com baixo teor de gordura e açúcar) e a atividades que movimentem o raciocínio e a memória, compõem a receita indispensável para retardar a degeneração precoce das células do cérebro e preservar a vitalidade cerebral.
A neuropediatra Dra. Daniela Godoy, da Clínica N3, afirma que todo tipo de exercício é válido — dança, luta, natação, corrida, musculação. “O mais importante é diversificar para sempre ativar o maior número de áreas possível”, esclarece. As atividades mentais não devem ficar de lado: leitura, pintura e bordado são fundamentais. A socialização também é extremamente importante para manter a saúde do cérebro.
Jogos de memória e palavras cruzadas são opções consagradas, mas há muito mais a se fazer. Novos desafios são importantes para cultivar a mente ativa: a prática de novos esportes, jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, o aprendizado de um novo idioma e hobbies como coleções. “Essas atividades estimulam diferentes vias cerebrais e mantêm mais áreas do cérebro ativas, o que é essencial para o bom envelhecimento cerebral”, comenta Dra. Daniela.
Sobre o uso excessivo de redes sociais, a neuropediatra explica que o equilíbrio é sempre a melhor alternativa. “Tudo feito em excesso pode ser prejudicial, pois as outras vias cerebrais ficam inativas. A tecnologia veio para ficar, e ajuda demais, desde que bem utilizada”, frisa.