A vida moderna tornou os dias mais cheios e corridos. Trabalho, estudos, relacionamentos... são inúmeros os compromissos que ocupam a agenda e tomam o precioso tempo de descanso. Dedicar-se às demandas é importante, mas é necessário saber dar uma pausa e desligar das atribuições para que o corpo possa recarregar as energias e continuar funcionando bem.
O trabalho em excesso vem sendo um problema cada vez mais recorrente em nossa sociedade. Com o passar do tempo, as pessoas têm se dedicado muito ao trabalho, com jornadas mais longas e exaustivas e, consequentemente, destinando pouquíssimo tempo ao descanso e ao lazer. A longo prazo, esse tipo de rotina traz efeitos negativos para a saúde física e mental, podendo gerar consequências graves, como o aumento de doenças ocupacionais causadas pelo estresse e até a Síndrome de Burnout.
Como ocorre a sobrecarga de trabalho?
A psicóloga especialista em Neuropsicologia, Samanta Cóser, da Clínica N3, explica que a sobrecarga se caracteriza pelo excesso de demandas, jornadas excessivamente longas, prazos curtos e outras questões que contribuem para que as pessoas se sintam pressionadas e exaustas. “Isso pode refletir negativamente tanto no físico, quanto nos campos cognitivo e emocional, pois o corpo humano tem seus limites e não respeitá-los aumenta as chances de desenvolver doenças psíquicas”, pondera. Vale ressaltar que essa sobrecarga não se refere apenas ao trabalho formal, mas a qualquer atividade feita de forma excessiva ou exaustiva.
Hora de ‘pisar no freio’
A baixa repentina da produtividade (sem motivo aparente), dores aleatórias no corpo, ansiedade, dores de cabeça, medo excessivo, alterações nas horas de sono e de alimentação são indicativos de que é necessário diminuir o ritmo e evitar o acúmulo de tarefas. “Longas jornadas e pouco descanso não permitem que o nosso organismo se recupere, recarregue as energias e se prepare para o próximo dia”, alerta Samanta.
O mal-estar físico é outro sintoma característico, assim como a estafa mental. O cérebro fica tão sobrecarregado que a pessoa tem a sensação de não estar raciocinando mais, sente-se bloqueada e improdutiva. Outro ponto importante, que muitas vezes passa despercebido, é a queda nas relações interpessoais.
Dicas valiosas
Para evitar sobrecargas, Samanta dá algumas dicas importantes: respeitar as folgas, dormir uma boa quantidade de horas para que o corpo possa se recuperar (o sono é um grande restaurador do sistema nervoso), dedicar uma parcela do tempo para praticar atividades físicas, se alimentar bem nos horários corretos e ter um momento de lazer diário, fazendo algo de que verdadeiramente goste e que faça relaxar.
Estando em férias, é essencial respeitá-las. Não há uma quantidade ideal de dias de descanso, mas é importante que seja um tempo necessário para que a pessoa sinta que está, de fato, descansada. “O cérebro precisa de momentos de distração para funcionar bem”, reforça.
Desconecte-se
O ideal para aproveitar bem as férias é se desconectar totalmente do trabalho e das preocupações. Viajar pode ser um bom remédio, mas se não der para viajar, o importante é mudar os ares, o ambiente, a rotina, fazer coisas que gosta e investir um tempo para, inclusive, permitir-se não fazer nada e estar rodeado das pessoas especiais.
A melhor maneira de evitar os problemas decorrentes da sobrecarga é saber a hora de parar. O corpo vai, aos poucos, dando sinais de que algo não está bem, e saber reconhecê-los é essencial. A palavra de ordem é equilíbrio entre as obrigações diárias e aquilo que traz felicidade e bem-estar. Descansar é fundamental para a saúde.