A chegada de um novo ano é como uma tela em branco que traz expectativas e motiva as pessoas a repensar suas vidas e a traçar metas. Para muitos é uma injeção de ânimo; para outros, o novo ciclo pode representar um fardo. Tudo depende de como está a saúde mental. No primeiro mês do ano é realizada a campanha Janeiro Branco, que conscientiza a população sobre os problemas relacionados ao tema.
A psicóloga especialista em neuropsicologia, Samanta Cóser, da Clínica N3, observa que a saúde mental é o que há de mais precioso, pois, quando ela não está em dia, a vida não vai bem. “Se mantemos a mente preservada, saudável, conseguimos ter recursos para dar conta de todo o resto. Sem saúde mental, ficamos limitados”, comenta. Para identificar se algo não está bem, é necessário observar sinais como irritabilidade, mudança brusca de comportamento, perda de vontade de fazer coisas prazerosas, isolamento, ansiedade e aumento de tristeza.
“A mesma atenção que damos à saúde física deve ser dada à saúde mental. Diante de qualquer sintoma emocional, a procura por um especialista deve ser imediata”, frisa. O psicólogo pode auxiliar com a terapia e, se necessário, encaminhar o paciente para um psiquiatra.
Como prevenir?
Alguns hábitos são fundamentais na prevenção: garantir uma boa qualidade de sono, optar por uma alimentação de qualidade e ter horários fixos para dormir, acordar, se alimentar e praticar atividades físicas. Manter o contato com as pessoas é outra dica valiosa. Meditação e respiração para controle de crises de ansiedade também ajudam, assim como ficar longe de informações desnecessárias em excesso.
É hora de fortalecer hábitos positivos
O neurologista Dr. Leonardo Camargo, da Clínica N3, afirma que fazer algo que ama, estar com a família, ter um hobby e viver de maneira mais leve tem muita relevância do ponto de vista neurobioquímico. Toda vez que se tem sensações de prazer com lazer, atividade física e estreitamento de laços, são liberados neurotransmissores como dopamina, serotonina, ocitocina e endorfina, que dão sensação de bem-estar. “Devemos estimular diariamente a produção desses neurotransmissores tão benéficos à saúde mental”, recomenda.